segunda-feira, 11 de julho de 2016

Por que o litoral norte de São Paulo está sendo invadido por baleias jubarte

Por que o litoral norte de São Paulo está sendo invadido por baleias jubarte 
fonte :  https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/07/08/Por-que-o-litoral-norte-de-S%C3%A3o-Paulo-est%C3%A1-sendo-invadido-por-baleias-jubarte  

por Beatriz Montesanti
8 Jul 2016

Os animais, quase extintos na década de 1960 até a caça ser proibida, têm aparecido no canal entre Ilhabela e São Sebastião

 

Nas últimas semanas, moradores e turistas de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, têm avistado com certa frequência baleias jubartes fazendo acrobacias a algumas centenas de metros da costa. Baleias por vezes aparecem nas águas que dividem o arquipélago do continente, mas nunca foram vistas com tamanha constância e quantidade. 
Baleias jubartes migram mais de 25 mil quilômetros a cada ano, indo das áreas de alimentação para as de reprodução. No verão, ficam em águas polares, deslocando-se aos trópicos no inverno para acasalar. No Brasil, vivem comumente na região dos Abrolhos, no sul da Bahia e norte do Espírito Santo. Num raio maior, aparecem na faixa que vai do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte. E, por vezes, aparecem em menor quantidade em locais mais inusitados ao longo da costa, como o litoral de São Paulo.
A questão é: o que tem provocado o aumento expressivo dos animais nessa região e, ainda, o que
isso pode significar para a economia e o ecossistema locais?
Há pontos positivos e negativos, explica ao Nexo Milton Marcondes, médico veterinário e coordenador de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte, instituto dedicado à preservação do animal e localizado em Caravelas, na Bahia.
As baleias jubartes quase foram extintas. A população havia reduzido 90% quando a caça da espécie foi proibida, em 1966 - o óleo dos animais era usado para iluminação e construção de casas coloniais. Desde então, graças aos esforços para preservá-las, o número de baleias tem voltado a subir. Hoje, calcula-se que haja cerca de 17 mil exemplares na costa brasileira, ante os pouco mais de 600 que restavam na década de 1960. O aumento do número de representantes da espécie pode explicar, ao menos em parte, sua maior incidência em locais menos comuns.
“Pode ser que houvesse antes jubartes que iam até o litoral de São Paulo, mas por serem poucas, não víamos ou não tínhamos notícia”, sugere Marcondes. Além disso, lembra ele, o desenvolvimento das tecnologias de informação faz com que essas incidências sejam mais registradas e se espalhem rapidamente pela internet.
Mas há ainda outra possibilidade para o desvio de rota, de natureza ambiental: a ocorrência dos fenômenos climáticos “El Niño” em 2015 e “La Niña” em 2016. “Mudanças climáticas mudam correntes marinhas e a distribuição de alimentos. Por isso as baleias podem ter saído do curso tradicional”, explica o veterinário.

Possíveis consequências do aumento de jubartes

Essas baleias têm entre 12 e 16 metros de comprimento e podem passar de 40 toneladas de peso. Quando saltam, retiram quase todo o seu corpo da água, provocando um espetáculo atraente ao turismo.
Segundo Marcondes, caso a população de jubartes cresça e sua presença se torne constante no litoral norte de São Paulo, abre-se uma perspectiva interessante para o turismo de observação de baleias na região. “Além de ser vantajoso para a cidade, essa é uma ótima ferramenta para educar pessoas e dar um valor econômico para a conservação das baleias”, diz ele, citando o exemplo como moeda de troca para evitar o abate dos animais. “O turismo gera renda para muita gente, é um contra-argumento valioso para a caça.”
Em contrapartida, os animais passarão a habitar um ambiente bem diferente do anterior à década de 1960, quando a população da espécie ocupava em abundância os mares. Há mais redes de pesca, barcos, portos, docas e navios. É necessário realizar um trabalho de conscientização com trabalhadores e velejadores locais para garantir que as baleias circulem pelas águas com segurança.
Em Abrolhos, o Projeto Baleia Jubarte avisa velejadores sobre os locais nos quais as baleias geralmente ficam durante a temporada. Além disso, muitos pescadores trocaram suas redes de espera, que pernoitam boiando na água, pela rede de fundo, retirada no mesmo dia, que apresentam menos risco para os animais se enroscarem. Só neste ano, das 24 baleias encontradas encalhadas no litoral, seis ficaram presas em redes de pesca.
“É importante que as pessoas avisem as instituições que trabalham com o resgate desses animais quando encontrarem algum [encalhado], mesmo que morto. Serve para estudarmos e entendermos o que está prejudicando a espécie”, conclui Marcondes.

 

Instituto Baleia Jubarte realiza curso de capacitação

Qui, 07/07/2016 às 10:04

Instituto Baleia Jubarte realiza curso de capacitação

http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1784504-instituto-baleia-jubarte-realiza-curso-de-capacitacao

Franco Adailton
 instituto baleia jubarte curso capacitacao mestre de embarcacao


O curso é para mestre de embarcação e operadores de turismo de observação 

Às vésperas da temporada de reprodução das baleias jubarte na Bahia, o Instituto Baleia Jubarte realiza nesta sexta-feira, 7, um curso de capacitação para os mestres de embarcação e operadores de turismo de observação de baleias.
A oficina ocorrerá na sede do Projeto Baleia Jubarte, em Praia do Forte, município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), das 8h30 às 16h30. Os interessados devem ligar para 71 3676-1463 ou enviar um e-mail para ea.praiadoforte@baleiajubarte.org.br.
De julho a novembro, cerca de 80% dos animais que vêm acasalar no Brasil se concentram em Caravelas, extremo sul da Bahia, mas os cetáceos podem ser vistos em boa parte da costa baiana, em locais como Salvador, Praia do Forte, Morro de São Paulo, Itacaré, Barra Grande e Porto Seguro.
Em 2015, o resultado do censo aéreo divulgado pelo Projeto Baleia Jubarte apontou o trânsito de cerca de 17 mil cetáceos, de julho a novembro, durante a temporada de reprodução no Brasil. Houve um aumento de 30% em comparação com o levantamento anterior, realizado em 2011, quando foram catalogadas aproximadamente 11.400 espécimes.



domingo, 3 de maio de 2015

Lista de Especies Ameaçadas - Saiba Mais

 fonte:Instituto Chico Mendes MMA

O ICMBio finalizou em dezembro de 2014 a avaliação nacional do risco de extinção da fauna brasileira.
Entre 2010 e 2014 foram avaliados 12.256 táxons da fauna, incluindo todos os vertebrados descritos para o país. Foram 732 mamíferos, 1980 aves, 732 répteis, 973 anfíbios e 4.507 peixes, sendo 3.131 de água doce (incluindo 17 raias) e 1.376 marinhos, totalizando 8.924 animais vertebrados. Foram avaliados também 3.332 invertebrados, entre crustáceos, moluscos, insetos, poríferos, miriápodes, entre outros. Para avaliar os 12.256 táxons, o ICMBio realizou ao longo desses cinco anos 73 oficinas de avaliação e 4 de validação dos resultados. Também foi firmado um termo de reciprocidade entre o ICMBio e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
A perda e degradação do habitat, principalmente decorrente da expansão agrícola e urbana e da instalação de grandes empreendimentos, como hidrelétricas, portos e mineração, é a mais importante ameaça para as espécies continentais. Para as espécies marinhas, a pesca excessiva, seja direcionada ou incidental, é a ameaça que mais se destaca.
Os resultados apontam 1.173 táxons ameaçados no Brasil, que estão listados em duas Portarias publicadas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA):
Nos 1.173 táxons oficialmente reconhecidos como ameaçados estão 110 mamíferos, 234 aves, 80 repteis, 41 anfíbios, 353 peixes ósseos (310 água doce e 43 marinhos), 55 peixes cartilaginosos (54 marinhos e 1 água doce), 1 peixe-bruxa e 299 invertebrados. São, no total, 448 espécies Vulneráveis (VU), 406 Em Perigo (EN), 318 Criticamente em Perigo (CR) e 1 Extinta na Natureza (EW).
As duas portarias trazem ainda, em seu Anexo II, as espécies consideradas extintas. Cinco espécies estão consideradas extintas e outras cinco extintas no território brasileiro.
O ICMBio se volta agora para as estratégias de conservação, com a missão de combater as ameaças e reduzir o risco de extinção das espécies visando retirá-las da lista vermelha, evitar que as espécies Quase Ameaçadas (NT) entrem na lista e buscando conhecer melhor a situação das espécies consideradas com Dados Insuficientes (DD).

Pesca da piracatinga: o boto-rosa não pode ser isca


fonte Eco :Adriano Gambarini - 29/04/15

Ribeirinho exibe piracatinga pescada com uma bacia, logo após a produção do experimento registrado no vídeo. Foto:Adriano Gambarini













Não é de hoje que a pesca do peixe piracatinga (Calophysus macropterus) causa preocupação.
A razão é a matança indiscriminada do boto-cor-de-rosa para ser usado como isca para a piracatinga em muitos rios da Amazônia.
Publicado recentemente na revista científica Journal of Applied Ichthyology, especializada no estudo de peixes, o artigo "Uso de golfinhos e jacarés como isca para Calophysus macropterus [nome científico da piracatinga] na Amazônia" detalha as características desta pesca nas regiões do baixo rio Purus e Médio Solimões.
Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho são: Felipe Rossoni e Sannie Brum, do Instituto Piagaçu; Leandro Castello, da Virginia Polytechnic Institute and State University, (que fazem parte da equipe do projeto Peixes da Floresta, patrocinado pelo Programa Petrobras Socioambiental); e Vera da Silva, pesquisadora do INPA e da Associação Amigos do Peixe Boi (AMPA). Eles abordam as técnicas pesqueiras, principalmente quanto ao uso de dois aparelhos: a "caixa", amplamente conhecida e utilizada na região do médio Rio Solimões, e o "curral", descrito pela primeira vez e utilizado na região dos rios Purus e Manacapuru. Como o curral é portátil, permite que barcos pesqueiros realizem a pesca da piracatinga em rios sem nenhuma fiscalização.



Cardume de piracatinga (Calophysus macropterus) no Rio Purus.AM.Foto:Adriano Gambarini

 Boto-rosa no Rio Tapajós,PA.Foto: Adriano Gambarini

A piracatinga é vendida aos frigoríficos da região, que processam o produto e podem tanto comercializá-lo nas cidades próximas quanto exportá-lo à Colômbia.
Os pesquisadores identificaram um aumento da produção de piracatinga de mais de 400% por ano e também, infelizmente, confirmaram a utilização de jacarés e dos golfinhos da Amazônia (boto-rosa e tucuxi) como as iscas principais. Os impactos causados nas populações destas espécies em decorrência da pesca indiscriminada ainda estão sob investigação. Ressalte-se que o boto-rosa já é considerado "em perigo" na última lista de espécies brasileiras ameaçadas, e um dos principais problemas advém da sua utilização como isca na pesca da piracatinga. Matar o boto para usá-lo como isca é uma característica ilegal desta pescaria. Por isso, desde janeiro deste ano, está proibida por cinco anos a pesca da piracatinga em todo o território brasileiro.
Agora, o setor pesqueiro amazônico, junto com o Ministério Público Federal, instituições conservacionistas e universidades buscam soluções para o impasse: a rentável pesca da piracatinga só pode prosseguir se houver alternativas de isca para os pescadores, que não prejudiquem as populações dos botos amazônicos.

Sobrevoos confirmam: as toninhas estão desaparecendo

Em março de 2014, o Projeto Toninhas realizou um grande esforço para conhecer a situação das toninhas no sul do Brasil. O trabalho foi realizado por meio de sobrevoos entre Florianópolis/SC e Chuí/RS. As novas análises comprovam que a situação é alarmante e a estimativa é que apenas 9.500 animais vivem atualmente nesta região, considerada a de maior abundância da espécie no Brasil.

“Embora o governo brasileiro tenha produzido um Plano de Ação Nacional para a Conservação da Toninha, poucas ações práticas, voltadas a redução das ameaças, foram realizadas, o que levou a espécie a se aproximar ainda mais da extinção.”
Marta Cremer - coordenadora do Projeto Toninhas

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Golfinho Pepê resgatado em Peruíbe será devolvido ao mar na terça feira

Animal foi encontrado debilitado em janeiro e levado para Guarujá

02/04/2015 - 20:48 - Atualizado em 02/04/2015 - 20:57 fonte : a TRIBUNA.com.br
Animal estava completamente debilitado
O golfinho da espécie Toninha, batizada de Pepê, resgatado em janeiro deste ano em Peruíbe e levado para tratamento em Guarujá, será solto nesta terça-feira (7). O animal, que tem um metro de comprimento e com poucos meses de vida, chegou debilitada ao Centro de Recepção e Triagem de Animais Marinhos (Cetas Marinho), mantido pela Prefeitura de Guarujá em parceria com o Instituto Gremar – Pesquisa, Educação e Gestão de Fauna

O golfinho sairá às 8h do píer do Bombeiros, no Ferry Boat do Grupamento de Bombeiros (GBMar), na Rua Sargento Wagner Lemela ,47, na Vila Funchal, ao lado do Ferry Boat, em Guarujá, em direção à Ilha Queimada Pequena , em Peruíbe.  A viagem vai durar cerca de 1h30, em alto mar.

O golfinho recebeu o apelido de Pepê porque foi encontrado em Peruíibe. O animal foi levado para a unidade de tratamento de animais marinhos vítimas de acidentes ou intoxicação encontrados no Litoral.

Pepê apresentava marcas de rede, por isso acredita-se que ela tenha ficado presa. Segundo a médica veterinária responsável do Cetas Marinho, Andréa Maranho ,a espécie é nativa do litoral brasileiro e como são extremamente dóceis se aproximam demais da costa para ter seus bebês. Infelizmente são vítimas de redes de pescadores e sofrem acidentes de embarcações. Como também são muito frágeis a recuperação é quase impossível.

As toninhas (semelhantes a golfinhos) são os pacientes mais críticos atendidos pelo CETAS, pois exigem atenção integral. Pepê ficou sob observação 24 horas de biólogas e da médica veterinária do local, Andréa Maranho. fonte : a TRIBUNA.com.br

sexta-feira, 4 de julho de 2014

MORTE DAS TONINHAS EM PERUÍBE

Por Rosana M Gaeta
04/07/2014


Em 27 de junho de 2014 estivemos visitando o aquário de Peruíbe  entrevistando os biólogos Thiago Nascimento e Isabelle Corrales Nunes, sobre a morte das sete toninhas que ocorreu dia 25 de junho na praia de Ruínas.                                        
               
Aquário de Peruíbe foto Rosana Gaeta


                                                                      

Thiago e Isabelle próximos a exposição  sobre as toninhas no auditório do aquário - foto Rosana Gaeta
Segundo os biólogos eram sete toninhas sendo cinco fêmeas estando três delas prenhas e dois machos. Após a necropsia realizada em parceria com o Gremar Resgate e reabilitação-Guarujá, pode-se verificar que as Toninhas morreram por afogamento próximo a praia e em rede de pesca, talvez rede de arrasto. Uma das fêmeas prenhas veja a foto do filhote abaixo, estava inclusive com o bico quebrado causado talvez pelo enorme esforço que fez para sobreviver.
                                                 

             Filhote de toninha morto com a mãe em exposição no aquário de Peruíbe
http://www.aquariodeperuibe.com.br/index.php/en/ 
fotos: Rosana Gaeta

As toninhas são pequenos golfinhos que se encontram na lista de espécies em risco de extinção e normalmente vivem em grupos pequenos de 3 a 4 indivíduos.
A morte de sete juntos indica a morte de dois grupos.

Fonte : A Tribuna de Santos  foto arquivo pessoal Thiago Nascimento
Após a entrevista e conhecer o trabalho educativo realizado pelo aquário fiquei me perguntando:
-O que poderia ser feito para evitar estas mortes?
-O que significa para nós humanos uma espécie deixar de existir em nosso mundo?
-Qual a nossa responsabilidade, enquanto espécie humana que vive neste planeta em salvar uma espécie que poderá não existir mais?
E as mortes continuam esta semana no dia 02 de julho, novamente outras duas toninhas fêmeas  foram encontradas mortas, na praia de Ruínas em Peruíbe.

foto Thiago Nascimento

Qual o órgão responsável por investigar a morte de animas em risco de extinção?
Cabe também à população reconhecer a importância de possuir como um de seus habitantes, a Toninha e protege-la.
Esperamos que Peruíbe seja um exemplo de busca de soluções para evitar mortes como estas.
Mas para isto teremos que nos unir pedindo socorro para as Toninhas assim como iniciou o Aquário de Peruíbe e pelo face book o Gremar Resgate e reabilitação. https://www.facebook.com/gremar.resgateereabilitacao